ANDRÉ INFORMA

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Vale a pena ler, reler, guardar e – principalmente – divulgar as Greendicas, um trabalho de pesquisa técnica e científica do Greenpeace Brasil sobre coisas fundamentais do nosso dia-a-dia. Neste meu sítio de notícias sobre o meu mandato parlamentar, sobre o programa do Partido Verde, as reivindicações da cidadania e o meio ambiente, faço questão de dar um pouco mais de divulgação às greendicas, dicas tão preciosas para todos.

Água

A água doce representa 2,5% do total da água existente no planeta e, desta, não podemos beber quase nada, pois 99,7% estão nas geleiras e sob o solo, nos lençóis freáticos profundos (água subterrânea). Essencial para a vida, a água doce já se esgota em muitas partes do planeta. Falta água para cerca de um bilhão e 700 milhões de pessoas em todo o mundo. O Brasil, com uma das maiores reservas do planeta, é um dos países que mais desperdiçam esse recurso. O uso doméstico consome cerca de 10% do total, e economizar água em casa faz muita diferença já que uma pessoa chega a consumir mais de 300 litros por dia na realização das suas atividades cotidianas. Por exemplo: a cada copo de água que você toma, outros dois copos são gastos para lavá-lo. Por isso, combata o desperdício em qualquer circunstância.

Troque válvulas de descarga por caixas de seis litros. Cada descarga com a válvula gasta de 10 a 30 litros de água.

  Prefira duchas rápidas aos banhos de banheira e feche o chuveiro enquanto se ensaboa.

  Feche a torneira ao escovar os dentes, lavar as mãos e fazer a barba. Em cinco minutos, uma torneira gasta pelo menos 12 litros de água. Economizando, você gasta de 1 a 2 litros.

  Conserte as torneiras que estão pingando. Cada uma pode perder mais de 40 litros de água por dia.

  Não lave pisos e calçadas com esguicho. Use vassoura e balde, reutilizando a água da limpeza das roupas.

  Use a máquina de lavar sempre com a carga máxima e ligue-a, no máximo, três vezes por semana.

Alimentação

O último levantamento da Agência Nacional de Vigilância Sanitária mostrou que 12,24% dos alimentos apresentavam resíduos de agrotóxicos proibidos ou em quantidade excessiva, prejudicial à saúde. Fertilizantes químicos e agrotóxicos, que contaminam o meio ambiente, empobrecem o solo e prejudicam os rios. As sementes transgênicas podem causar a perda da biodiversidade por meio da poluição genética, que ocorre quando estas variedades se cruzam com variedades originais. Além de seus efeitos na saúde e meio ambiente serem desconhecidos sua adoção torna os agricultores mais dependentes das empresas multinacionais.

  Não consuma alimentos transgênicos.

  Prefira alimentos orgânicos, produzidos sem fertilizantes químicos e agrotóxicos.

  Diminua a pressão sobre as espécies pesqueiras, varie na hora de comprar pescado.

Construção e reformas

O desmatamento na Amazônia não pára. Cerca de 80% da madeira amazônica são extraídos ilegalmente, e a maior parte é consumida no Brasil na forma de móveis, forros, esquadrias, casas pré-fabricadas, entre outros. A construção civil descarta 80% da madeira que usa, além de contribuir para emissão de substâncias altamente tóxicas à vida na Terra.

A fabricação de PVC e materiais resistentes ao fogo, por exemplo, emite poluentes orgânicos persistentes (POPs) que viajam longas distâncias, contaminando todo o meio ambiente, desde as pessoas por perto até animais como os pingüins da Antártica e os ursos polares da região ártica. Já os materiais isolantes como, uréia-formaldeído, poliuretano, amianto, celulose, vermiculita e fibra de vidro sobre papel kraft com adesivo asfáltico emitem gases tóxicos que podem causar câncer.

  Ao comprar madeira e produtos florestais, peça provas de sua origem legal ao lojista, como a certificação do FSC (Conselho de Manejo Florestal), que garante que a extração se deu de forma ambientalmente correta, socialmente justa e economicamente viável.

  No acabamento, use somente óleos ou ceras naturais, ao invés de produtos sintéticos com solventes.

  Reduza o uso de madeira em usos descartáveis como fôrmas de concreto, tapumes e andaimes.

  Procure alternativas reutilizáveis no mercado, como fôrmas de aço e de plástico reciclado para concreto.

  Evite o amianto, substância cancerígena que ainda é usada no Brasil na produção industrial de caixas d’água e telhas de fibrocimento.

  Se o uso de vernizes líquidos for indispensável, prefira os de poliuretano de dois componentes e mantenha ventilação no local para dispersar os odores.

  Use produtos com formulação atóxica. Quando não for possível, use tintas a base de água, que dispensam o uso de removedores químicos.

  Use lixa e areia para remover pinturas antigas.

  Limpe pincéis sujos de tintas à base de solvente deixando-os de molho em vinagre. Depois, ferva-os por alguns minutos em água com sabão.

Energia elétrica

Qualquer que seja a fonte, a produção de eletricidade sempre causa alguma agressão ao meio ambiente. Hidrelétricas inundam grandes áreas, alterando e destruindo ecossistemas. Termoelétricas emitem gases que contribuem para o efeito estufa. Usinas nucleares representam risco permanente de acidentes, além de gerarem lixo atômico, extremamente perigoso. Economizando energia diminuímos a demanda por novas usinas, linhas de transmissão e de distribuição e, conseqüentemente, os riscos de impactos ambientais e de apagões.

  Atenção à geladeira. Guardar alimentos quentes e usar a parte de trás como secadora de roupa faz o motor gastar mais energia. Mantenha-a longe de fontes de calor, como o fogão ou janelas ensolaradas e evite abri-la com freqüência. Verifique sempre o fechamento da porta e o funcionamento do motor. Se estiver funcionando sem parar, chame um técnico.

  Se usar lavadoras, use sempre a lavagem a frio. Você economiza 75% de energia em máquinas de lavar louça, e 92% nas de lavar roupa. Evite máquinas de secar.

  Evite equipamentos a pilha. Uma pilha precisa de muito mais energia para ser fabricada do que fornece. Se houver real necessidade de pilha, prefira as recarregáveis.

  Verifique a possibilidade de usar o aquecedor solar no lugar do chuveiro elétrico.

  Use a iluminação natural ao máximo e troque as lâmpadas incandescentes por fluorescentes, nunca deixando luzes e aparelhos ligados sem necessidade.

Gás de cozinha

O gás liquefeito de petróleo, GLP, alimenta mais de 90% dos fogões do país. Como outros derivados de petróleo, é um recurso não renovável, cujo uso contribui para o efeito estufa. Além dos efeitos ambientais decorrentes de sua exploração, processamento e utilização, o mau uso do gás de cozinha também é prejudicial à economia do país, já que somos obrigados a importar 40% do GLP que consumimos.

  Use somente a quantidade de água necessária para cozinhar e, quando começar a ebulição, coloque em fogo baixo.

  Deixe sempre os alimentos mais duros, como cereais e legumes secos, de molho antes do cozimento.

  Mantenha os bicos e queimadores sempre limpos, e procure fazer uma revisão anual no fogão, evitando riscos e desperdício.

  Ao comprar um fogão, procure o selo CONPET, que informa sua eficiência energética e segurança.

  Aproveite melhor o calor. Mantenha as panelas fechadas e centralizadas sob o fogo

Limpeza

A maioria dos produtos de limpeza disponível no mercado contém substâncias químicas tóxicas que utilizam solventes em sua composição. Elas podem ser substituídas por alternativas caseiras que não poluem e não prejudicam a saúde. Esses solventes, encontrados nos desengordurantes, inseticidas, produtos de limpeza e na lavagem a seco, podem causar disfunções hormonais, alergias, câncer e outros problemas de saúde.

  Utilize vinagre para desengordurar e bicarbonato de sódio para limpar pias, bidês e vasos sanitários. Deixe descansar por algumas horas e depois enxágüe.

  Não utilize produtos de limpeza com cloro, formaldeído e solventes como tricloroetileno, metileno, nitrobenzeno, benzeno, etc.

  Prefira produtos biodegradáveis.

  Não compre produtos de limpeza ou inseticidas sem embalagem própria e rótulo com informações sobre a composição química e o fabricante.

  Use panos ou trapos de tecido na limpeza da casa ao invés de toalhas descartáveis.

Consumo

Contaminando o solo, o ar e as águas de rios e lençóis freáticos, os depósitos de lixo são também um grande problema de saúde pública por servirem à proliferação de parasitas causadores de doenças. Segundo o IBGE, menos de um terço dessa montanha de lixo recebe tratamento adequado. A maior parte dos resíduos é jogada a céu aberto ou, quando muito, enterrada.

Não existe tratamento de lixo livre de impactos ambientais, por isso, a melhor forma de diminuir o problema é produzir menos lixo, e para isso é preciso uma mudança nos hábitos dentro de casa e de consumo. As 230 mil toneladas de lixo produzido no Brasil todos os dias é um de nossos maiores problemas ambientais

  Leve sua própria sacola ao mercado e dispense os sacos plásticos.

  Evite consumir objetos feitos de plástico, que utilizam petróleo na sua fabricação e contaminam o meio ambiente.

  Não compre ou utilize produtos ou objetos de PVC, que são feitos à base de cloro e cuja fabricação é altamente tóxica. As substâncias produzidas e resultantes dessa produção também são cancerígenas.

  Recuse embalagens desnecessárias ou de difícil reciclagem, como as tetrapack e de isopor. Prefira produtos com refil.

  Utilize integralmente os alimentos, reutilize embalagens de vidro, potes de sorvete, etc.

  Evite desperdício de papel, tire seu nome do mailing de empresas que não interessam e não aceite panfletos que não vai ler na rua.

  Separe garrafas PET, latas de alumínio, papéis secos e outros materiais para reciclagem.

  Roupas, brinquedos e móveis também podem ser reciclados ou doados.

  Participe da coleta seletiva em seu bairro, ou leve os resíduos separados até os postos de coleta.

Transportes

Milhares de toneladas de outros gases tóxicos e fuligem, além do CO, saem pelos escapamentos de veículos, causando doenças como alergias, bronquites, asmas, enfartes e até câncer, atingindo principalmente crianças e idosos, além de agravar o problema do aquecimento global.

Reduzir o número de automóveis em circulação e a quantidade de emissões dos veículos é uma das principais formas de reduzir esses problemas. Só na Região Metropolitana de São Paulo, um milhão e 700 mil  toneladas de monóxido de carbono (CO) são lançados anualmente na atmosfera, dos quais um milhão e 500 mil são expelidos por automóveis.

  Dê preferência aos meios coletivos de transporte como ônibus e metrô, vá a pé ou de bicicleta .

  Ofereça e pegue carona. Incentive seus vizinhos, colegas de trabalho e amigos a fazerem o mesmo.

  O motor do carro deve estar sempre bem regulado, assim como a pressão dos pneus, o alinhamento das rodas, o estado do filtro de ar, da carburação, sistema de injeção, velas de ignição etc.

  Prefira carros com motor econômico, a álcool ou gás natural.

  Exerça sua cidadania, exigindo transporte público de qualidade e incentive o uso de combustíveis de fontes renováveis.

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