
Vale a pena ler, reler, guardar e – principalmente – divulgar as Greendicas, um trabalho de pesquisa técnica e científica do Greenpeace Brasil sobre coisas fundamentais do nosso dia-a-dia. Neste meu sítio de notícias sobre o meu mandato parlamentar, sobre o programa do Partido Verde, as reivindicações da cidadania e o meio ambiente, faço questão de dar um pouco mais de divulgação às greendicas, dicas tão preciosas para todos.
Água
A água doce representa 2,5% do total da água existente no planeta e, desta, não podemos beber quase nada, pois 99,7% estão nas geleiras e sob o solo, nos lençóis freáticos profundos (água subterrânea). Essencial para a vida, a água doce já se esgota em muitas partes do planeta. Falta água para cerca de um bilhão e 700 milhões de pessoas em todo o mundo. O Brasil, com uma das maiores reservas do planeta, é um dos países que mais desperdiçam esse recurso. O uso doméstico consome cerca de 10% do total, e economizar água em casa faz muita diferença já que uma pessoa chega a consumir mais de 300 litros por dia na realização das suas atividades cotidianas. Por exemplo: a cada copo de água que você toma, outros dois copos são gastos para lavá-lo. Por isso, combata o desperdício em qualquer circunstância.
Troque válvulas de descarga por caixas de seis litros. Cada descarga com a válvula gasta de 10 a 30 litros de água.
Prefira duchas rápidas aos banhos de banheira e feche o chuveiro enquanto se ensaboa.
Feche a torneira ao escovar os dentes, lavar as mãos e fazer a barba. Em cinco minutos, uma torneira gasta pelo menos 12 litros de água. Economizando, você gasta de 1 a 2 litros.
Conserte as torneiras que estão pingando. Cada uma pode perder mais de 40 litros de água por dia.
Não lave pisos e calçadas com esguicho. Use vassoura e balde, reutilizando a água da limpeza das roupas.
Use a máquina de lavar sempre com a carga máxima e ligue-a, no máximo, três vezes por semana.
Alimentação
O último levantamento da Agência Nacional de Vigilância Sanitária mostrou que 12,24% dos alimentos apresentavam resíduos de agrotóxicos proibidos ou em quantidade excessiva, prejudicial à saúde. Fertilizantes químicos e agrotóxicos, que contaminam o meio ambiente, empobrecem o solo e prejudicam os rios. As sementes transgênicas podem causar a perda da biodiversidade por meio da poluição genética, que ocorre quando estas variedades se cruzam com variedades originais. Além de seus efeitos na saúde e meio ambiente serem desconhecidos sua adoção torna os agricultores mais dependentes das empresas multinacionais.
Não consuma alimentos transgênicos.
Prefira alimentos orgânicos, produzidos sem fertilizantes químicos e agrotóxicos.
Diminua a pressão sobre as espécies pesqueiras, varie na hora de comprar pescado.
Construção e reformas
O desmatamento na Amazônia não pára. Cerca de 80% da madeira amazônica são extraídos ilegalmente, e a maior parte é consumida no Brasil na forma de móveis, forros, esquadrias, casas pré-fabricadas, entre outros. A construção civil descarta 80% da madeira que usa, além de contribuir para emissão de substâncias altamente tóxicas à vida na Terra.
A fabricação de PVC e materiais resistentes ao fogo, por exemplo, emite poluentes orgânicos persistentes (POPs) que viajam longas distâncias, contaminando todo o meio ambiente, desde as pessoas por perto até animais como os pingüins da Antártica e os ursos polares da região ártica. Já os materiais isolantes como, uréia-formaldeído, poliuretano, amianto, celulose, vermiculita e fibra de vidro sobre papel kraft com adesivo asfáltico emitem gases tóxicos que podem causar câncer.
Ao comprar madeira e produtos florestais, peça provas de sua origem legal ao lojista, como a certificação do FSC (Conselho de Manejo Florestal), que garante que a extração se deu de forma ambientalmente correta, socialmente justa e economicamente viável.
No acabamento, use somente óleos ou ceras naturais, ao invés de produtos sintéticos com solventes.
Reduza o uso de madeira em usos descartáveis como fôrmas de concreto, tapumes e andaimes.
Procure alternativas reutilizáveis no mercado, como fôrmas de aço e de plástico reciclado para concreto.
Evite o amianto, substância cancerígena que ainda é usada no Brasil na produção industrial de caixas d’água e telhas de fibrocimento.
Se o uso de vernizes líquidos for indispensável, prefira os de poliuretano de dois componentes e mantenha ventilação no local para dispersar os odores.
Use produtos com formulação atóxica. Quando não for possível, use tintas a base de água, que dispensam o uso de removedores químicos.
Use lixa e areia para remover pinturas antigas.
Limpe pincéis sujos de tintas à base de solvente deixando-os de molho em vinagre. Depois, ferva-os por alguns minutos em água com sabão.
Energia elétrica
Qualquer que seja a fonte, a produção de eletricidade sempre causa alguma agressão ao meio ambiente. Hidrelétricas inundam grandes áreas, alterando e destruindo ecossistemas. Termoelétricas emitem gases que contribuem para o efeito estufa. Usinas nucleares representam risco permanente de acidentes, além de gerarem lixo atômico, extremamente perigoso. Economizando energia diminuímos a demanda por novas usinas, linhas de transmissão e de distribuição e, conseqüentemente, os riscos de impactos ambientais e de apagões.
Atenção à geladeira. Guardar alimentos quentes e usar a parte de trás como secadora de roupa faz o motor gastar mais energia. Mantenha-a longe de fontes de calor, como o fogão ou janelas ensolaradas e evite abri-la com freqüência. Verifique sempre o fechamento da porta e o funcionamento do motor. Se estiver funcionando sem parar, chame um técnico.
Se usar lavadoras, use sempre a lavagem a frio. Você economiza 75% de energia em máquinas de lavar louça, e 92% nas de lavar roupa. Evite máquinas de secar.
Evite equipamentos a pilha. Uma pilha precisa de muito mais energia para ser fabricada do que fornece. Se houver real necessidade de pilha, prefira as recarregáveis.
Verifique a possibilidade de usar o aquecedor solar no lugar do chuveiro elétrico.
Use a iluminação natural ao máximo e troque as lâmpadas incandescentes por fluorescentes, nunca deixando luzes e aparelhos ligados sem necessidade.
Gás de cozinha
O gás liquefeito de petróleo, GLP, alimenta mais de 90% dos fogões do país. Como outros derivados de petróleo, é um recurso não renovável, cujo uso contribui para o efeito estufa. Além dos efeitos ambientais decorrentes de sua exploração, processamento e utilização, o mau uso do gás de cozinha também é prejudicial à economia do país, já que somos obrigados a importar 40% do GLP que consumimos.
Use somente a quantidade de água necessária para cozinhar e, quando começar a ebulição, coloque em fogo baixo.
Deixe sempre os alimentos mais duros, como cereais e legumes secos, de molho antes do cozimento.
Mantenha os bicos e queimadores sempre limpos, e procure fazer uma revisão anual no fogão, evitando riscos e desperdício.
Ao comprar um fogão, procure o selo CONPET, que informa sua eficiência energética e segurança.
Aproveite melhor o calor. Mantenha as panelas fechadas e centralizadas sob o fogo
Limpeza
A maioria dos produtos de limpeza disponível no mercado contém substâncias químicas tóxicas que utilizam solventes em sua composição. Elas podem ser substituídas por alternativas caseiras que não poluem e não prejudicam a saúde. Esses solventes, encontrados nos desengordurantes, inseticidas, produtos de limpeza e na lavagem a seco, podem causar disfunções hormonais, alergias, câncer e outros problemas de saúde.
Utilize vinagre para desengordurar e bicarbonato de sódio para limpar pias, bidês e vasos sanitários. Deixe descansar por algumas horas e depois enxágüe.
Não utilize produtos de limpeza com cloro, formaldeído e solventes como tricloroetileno, metileno, nitrobenzeno, benzeno, etc.
Prefira produtos biodegradáveis.
Não compre produtos de limpeza ou inseticidas sem embalagem própria e rótulo com informações sobre a composição química e o fabricante.
Use panos ou trapos de tecido na limpeza da casa ao invés de toalhas descartáveis.
Consumo
Contaminando o solo, o ar e as águas de rios e lençóis freáticos, os depósitos de lixo são também um grande problema de saúde pública por servirem à proliferação de parasitas causadores de doenças. Segundo o IBGE, menos de um terço dessa montanha de lixo recebe tratamento adequado. A maior parte dos resíduos é jogada a céu aberto ou, quando muito, enterrada.
Não existe tratamento de lixo livre de impactos ambientais, por isso, a melhor forma de diminuir o problema é produzir menos lixo, e para isso é preciso uma mudança nos hábitos dentro de casa e de consumo. As 230 mil toneladas de lixo produzido no Brasil todos os dias é um de nossos maiores problemas ambientais
Leve sua própria sacola ao mercado e dispense os sacos plásticos.
Evite consumir objetos feitos de plástico, que utilizam petróleo na sua fabricação e contaminam o meio ambiente.
Não compre ou utilize produtos ou objetos de PVC, que são feitos à base de cloro e cuja fabricação é altamente tóxica. As substâncias produzidas e resultantes dessa produção também são cancerígenas.
Recuse embalagens desnecessárias ou de difícil reciclagem, como as tetrapack e de isopor. Prefira produtos com refil.
Utilize integralmente os alimentos, reutilize embalagens de vidro, potes de sorvete, etc.
Evite desperdício de papel, tire seu nome do mailing de empresas que não interessam e não aceite panfletos que não vai ler na rua.
Separe garrafas PET, latas de alumínio, papéis secos e outros materiais para reciclagem.
Roupas, brinquedos e móveis também podem ser reciclados ou doados.
Participe da coleta seletiva em seu bairro, ou leve os resíduos separados até os postos de coleta.
Transportes
Milhares de toneladas de outros gases tóxicos e fuligem, além do CO, saem pelos escapamentos de veículos, causando doenças como alergias, bronquites, asmas, enfartes e até câncer, atingindo principalmente crianças e idosos, além de agravar o problema do aquecimento global.
Reduzir o número de automóveis em circulação e a quantidade de emissões dos veículos é uma das principais formas de reduzir esses problemas. Só na Região Metropolitana de São Paulo, um milhão e 700 mil toneladas de monóxido de carbono (CO) são lançados anualmente na atmosfera, dos quais um milhão e 500 mil são expelidos por automóveis.
Dê preferência aos meios coletivos de transporte como ônibus e metrô, vá a pé ou de bicicleta .
Ofereça e pegue carona. Incentive seus vizinhos, colegas de trabalho e amigos a fazerem o mesmo.
O motor do carro deve estar sempre bem regulado, assim como a pressão dos pneus, o alinhamento das rodas, o estado do filtro de ar, da carburação, sistema de injeção, velas de ignição etc.
Prefira carros com motor econômico, a álcool ou gás natural.
Exerça sua cidadania, exigindo transporte público de qualidade e incentive o uso de combustíveis de fontes renováveis.